2015 - Matheus Abreu - Blog

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

BADLANDS - HALSEY | REVIEW

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BADLANDS - HALSEY | REVIEW

Gente! Que álbum incrível. Badlands tem sido meu melhor amigo nos últimos dias e eu simplesmente não consigo parar de escutá-lo.

Há algum tempo tenho visto um buzz em torno da Halsey, mas por preguiça não tinha escutado nada dela. Um dia desses, em algum lugar vi uma citação fantástica:

You were red and you liked me cause I was blue
But you touched me and suddenly I was lilac sky
Then you decided that purple just wan't for you
Fala sério! Isso é maravilhoso. Fui procurar de onde era isso e me deparei com Colors que logo se toronou uma das minhas preferidas do álbum.

As músicas  possuem letras extremamente inteligentes e que são um ótimas pra chamar a e curtir uma bad! Hahahhah - Badlands é basicamente sobre a Halsey lidando com seus relacionamentos tóxicos e destrutivos e personal issues.

Castle abre o álbum. A faixa tem uma batida bem louca e bizarra e dá a entender que Halsey está tentando lidar com suas inseguranças. Por mais que ela queira se tornar a rainha, tem algo impedindo ela de concretizar isso - o velho sentado no trono que julga as ações dela. Pra mim isso é tudo sobre autojulgamento. Logo em seguida vem Hold Me Down que é incrível! Eu acredito que essa música dá continuidade a luta interior com ela mesma, afinal é sobre lidar com demônios interiores sem arrependimentos.

Talvez eu esteja viajando, mas New Americana e Drive seguem a mesma linha das duas primeiras. Uma completando a outra. New Americana fala sobre o empoderamento da "Nova Americana" sendo independente, sabendo quem elas são e não se importando com o resto. Já a maravilhosa Drive fala sobre nós que não nos encaixamos em lugar nenhum, fala a melancolia sobre a nossa vida individualista e orgulhosa. Difícil não se identificar com essa música. And California never felt like home to me.

Quem curte Looking For Alaska com certeza vai ligar Hurricane ao livro, Essa é outra música que eu me identifiquei de cara. Fala sobre um cara que brinca com meninas até conhecer o eu-lírico da música. Assim que ele conhece Halsey o jogo muda e ele não quer simplesmente pegar e descartar ela como ele fazia com as outras e Halsey então explica que é livre demais, não pertence a lugar nenhum, a homem nenhum. Às vezes até acho que eu mesmo sou ela.
I'm a wanderess
I'm a one-night-stand
Don't belong to no city
Don't belong to no man
É díficil escolher uma música favorita, mas acho que se tivesse que escolher uma seria Roman Holiday. Sabe quando mesmo sabendo que algo não tem como dar certo tu quer insistir nisso? É sobre ignorar todas as probabilidades, remar contra a maré e fingir que tudo pode ficar bem por um momento. 

Ghost foi o primeiro single e essa música e o vídeo são fodas pra caramba. É sobre se apegar e não se apegar, tentar alcançar algo inalcançável. Em seguida vem Colors que eu citei lá em cima. Disputando a posição de música preferida com Roman Holiday. Em Colors, Halsey denomina os amantes como Vermelho e Azul e quando os dois se envolvem a Azul acaba se tornando Roxo que é a mistura das duas cores, só que o Vermelho decide que roxo não é pra ele. É sobre essas pessoas que te afetam tanto e decidem que não gostam do resultado - como se nós fossemos os culpados.



Já em Strange Love, Halsey se depara com o julgamento de outras pessoas dizendo que ela é louca e que o amor dela é "estranho". Galerinha que tem alguma coisa em escorpião no mapa astral vai se identificar muito com essa. Nem preciso dizer que essa música é muito boa porque já deu pra perceber que Badlands não tem música ruim.

Coming Down é um termo em inglês para quando você começa a se recuperar de efeito de drogas e no caso dessa música eu acredito que a "droga" seja a paixão. Quando a gente se apaixona o nosso senso de julgamento não é dos melhores e as coisas tendem a ficar um pouco estranhas no relacionamento quando você começa a perceber que a pessoa que você está apaixonado/a não é perfeita. 
I found God, I found him in a lover [...]
I found the devil, I found him in a lover
Uma batidinha meio sombria embala Haunting. Geralmente quando a gente acaba algum relacionamento e insiste em sentir dor é porque achamos que a dor vai ser o nosso único lembrete de que tudo aquilo aconteceu de fato e em Haunting da pra perceber isso. Por mais que ela tenha seguido em frente, ela quer que o "fantasma" dela continue caçando-a, lutando por ela. Quem não gostaria que aquela pessoa x fizesse o mesmo?

Muitas músicas desse álbum têm ligação entre elas mesmas (Haunting e Ghost por exemplo). Gasoline mostra o lado não tão legal de Hurricane. Em Hurricane o sentimento de orgulho é bem evidente por sair destruindo tudo sem ver a quem e em Gasoline é justamente o contrário: é a culpa e o que levou ela a chegar na "chuva violenta". Novamente temos a influência dos demônios internos falando coisas

Halsey tem transtorno bipolar e em Control ela fala sobre a luta do corpo contra a mente dela. Em Hurricane ela dá a entender que tem algum tipo de problema:
He says "Oh baby, begging you to save me
Though lately, I like 'em crazy"
Control é um pouco tensa e ela usa diversas metáforas para mostrar o quão desesperador é ter sua mente inimiga dela mesma.

Young God é para demonstrar todo aquele poder que a gente quando está apaixonado, como se fossemos capaz de fazer qualquer coisa. Como jovens deuses. E para fechar o Badlands, temos Walk the Line é toda a insegurança que envolve gostar de alguém e aquele medo enorme de se apaixonar e quebrar a cara. Quem sempre?

Todas as músicas do Badlands estão disponíveis em uma playlist no HalseyVEVO e eu sugiro que se você não ouviu essa maravilha vá correndo fazer isso agora!

sábado, 13 de junho de 2015

REVIEW: SENSE8

17:04 0
REVIEW: SENSE8

Desde o primeiro episódio que assisti já estava pensando "EU PRECISO FAZER UMA REVIEW DESSA SÉRIE!". Sense8 é uma série original da Netflix e produzida pelos mesmos criadores de Matrix. O primeiro  trailer da série foi lançado há um mês e já causou uma comoção, então quando a série foi lançada, o sucesso foi certeiro. Smart success is in the Sense8!

quarta-feira, 11 de março de 2015

Medos, amores, corações partidos

21:33 0
Medos, amores, corações partidos
writings on the wall
(via weheartit)

Vejo pessoas amedrontadas em todos os lugares e isso me assusta. Nasci amante da vida e das pessoas e ver gente com medo de amar é algo louco para mim.  Isso me faz pensar quase como uma daquelas velhas rabugentas que só sabem reclamar sobre os dias atuais, mas talvez essas reclamações tenham um pouco de fundamento. 

Eu sempre tive uma visão muito aberta sobre relacionamentos até estar em um de fato. Quando eu amo alguém e decido me entregar à pessoa eu levo isso ao pé da letra. Não acho que exista um certo ou errado nisso, mas eu geralmente acabo me machucando e tenho consciência de que isso é uma escolha minha. Vivemos a era dos aquários e eu entendo que tentar "prender" pessoas é tiro no pé, mas é difícil achar alguém que esteja disposto a enfrentar coisas difíceis em um relacionamento e por consequência isso gera uma insegurança que gera essa vontade de ter controle sobre o outro. 

Nunca vi problema em ter um único amor na vida inteira - por mais ridículo que isso pareça por motivos de ser um conto de fadas e não existir de fato. Sempre tento dar o melhor de mim em meus relacionamentos e fazer as coisas darem certo. Devo continuar pecando em algum aspecto, mas certamente não é por amar demais.

Tenho medo do que essa facilidade de sair de um relacionamento e pular em outro possa causar. Não quero mudar a visão de ninguém, muito menos interferir em relacionamentos alheios uma vez que isso não cabe a mim, apenas quero mostrar minha visão assustada sobre o assunto. Sou a favor do amor e continuarei amando sem me importar com as consequências. 

domingo, 25 de janeiro de 2015

Mais um pouco, por favor.

20:11 0
Mais um pouco, por favor.
And you'll feel great
(via weheartit)

Não sei o que anda acontecendo, mas comecei a parar de pôr a culpa nos outros. Não significa que tudo que aconteça seja culpa minha, mas é preciso quebrar essa ideia narcisista de que a culpa é sempre do outro. "Cinquenta por cento" eu ouvi diversas vezes. Cinquenta por cento sou eu, cinquenta és tu.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Enquanto houver vidro

19:48 0
Enquanto houver vidro
Atsuko says yaong | via Tumblr
(via tumblr)

Não gosto de me arrepender. Nunca gostei. Nunca resolveu nada. Tenho esses pensamentos maldosos dentro da minha cabeça, essa esquizofrenia lúcida que me persegue desde sempre e isso me faz pensar no maldito "e se...". Não vou me arrepender, prometo. Prometa anatelo e as aulas de biologia. Meiose e mitose e tu mandando eu estudar. Replicando DNA e RNA e eu imaginava crianças gordinhas, cabelos escuros e olhos claros numa dosagem perfeita da gente. Não devia, eu sei. Mas tu mandavas eu estudar. 1001 beijos em troca dos meus resumos. Sempre imaginei amor assim. Protocooperação eu dizia, porém nunca fomos dependentes. Fogo de palha disseram.